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Actualizado a 23 de Abril de 2004
(novo) Fernando Alves - TST Jornal a 'Outra Banda' de 22 de Abril Ruben de Carvalho no DN a 7 de Marços
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Início | Editorial | Comentários | Cartoons | E-mail | Links Porque Abril é... Revolução Envia-nos recortes e/ou opiniões que leste nos jornais/revistas/Internet.
Eu não tiro o «érre» ao cravo não lhe cavo a sepultura E não tiro o «érre» ao Carmo não lhe acamo a ditadura Mas palpita-me que o estorvo abjurado por quantos ao Abril tiram o «érre» é a nota dissonante de incómoda partitura E não tiro o «érre» ao bardo nem por rima emparelhada nem baixo o volume ao brado de uma revolução datada Que a rapina de tal «érre» rebuscada regressão açucena sem cedilha é mão no peito em usura abcedário de nada http://www.tsf.pt/online/primeira/interior.asp?id_artigo=TSF145277 [ Jornal 'Outra Banda' de 22 de Abril ] VADE RECTRO! - Adaptar a história ao linguarjar de uma certa direita já com um claro pico a azedo, parece ter sido a intenção do Governo, através dos cartazes que encomendou. O povo é que não alinha com estas evoluções. Portas, só as que Abril abriu. Se nos tiram o R do que é nosso Revolução sem R não
«Trinta anos depois querem tirar o r [ Ruben de Carvalho no DN a 7 de Março ] Fiel ao seu estilo, onde com duvidoso ganho se cruzam a adjectivação caceteira de Vasco Graça Moura e a oralidade boçal de Alberto João Jardim, veio o ministro Morais Sarmento anunciar ao País que o «Governo quer» que os 30 anos de 25 de Abril sejam festejados «sem carga político-partidária». E que o Governo também «quer» que as comemorações sejam feitas «sob a perspectiva da evolução», onde se incluem com destaque «as novas infra-estruturas rodoviárias». Situando-se ideologicamente, diz o Governo que «os valores de Abril não são compatíveis com comemorações (...) enquadradas em considerações meramente ideológicas». Pela forma e pelo fundo, é de recear que o texto haja sido redigido pela Dra. Mariana Cascais. Só assim, por exemplo, se compreende que o Dr. Morais Sarmento considere que o 25 de Abril se traduz menos no fim das torturas da PIDE sobre os presos (políticos e partidários em geral), e muito mais no IP5. Alguém terá de explicar ao Governo que, nestas como noutras coisas, ele não tem que «querer» coisa nenhuma. E, para evitar estas enormidades, ser-lhe-ia útil arranjar uns dinheiritos e promover uma urgente acção de formação aos seus membros sobre a Constituição e, já agora, a História do País. ABRIL PARA TODOS: Não me surpreenderei se a revolução for perdendo letras todos os anos. Este ano, caiu o “r” (ou, para o ministro Morais Sarmento, mentor da ideia, o “g”). Ficou “evolução”, porque a palavra “revolução” maça a direita. Mas “evolução” também não me parece consensual. Os católicos criacionistas, por exemplo, nunca foram à bola com a evolução. Para eles, o 25 de Abril foi certamente criado por Deus. Mais: eles levam a mal que se lhes diga que as coisas são produto de um processo evolutivo. Já com aquela história dos macacos ficaram muito indispostos. Mais vale tirar o “e”. Para o ano, será: “Abril é volução”. É um bocado estranho, mas faz tanto sentido como o slogan deste ano. http://gatofedorento.blogspot.com/
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